Escritor francês de origem argelina (07/11/1913-04/01/1960). Nasce em Mondovi, atual Deraan, na Argélia. Ligado ao existencialismo, escreve O Estrangeiro (1942) e A Peste (1947), entre outras obras. Ganha o Prêmio Nobel de Literatura de 1957.
Contraindo tuberculose na juventude, abandona o curso universitário em seu país e se dedica então ao teatro e ao jornalismo. Em 1937 publica O Avesso e o Direito. Em 1938 muda-se para a França, editando no mesmo ano Núpcias. Ganha fama em 1942, quando são lançados O Estrangeiro e O Mito de Sísifo, este último um ensaio falando do absurdo do destino humano.
Durante a II Guerra Mundial participa da Resistência Francesa e colabora no jornal clandestino Combat, que se opõe à ocupação nazista. Intelectual de esquerda, rompe com os socialistas em 1952 ao denunciar os campos de concentração na União Soviética. Morre em um acidente de carro em 04/01/1960, na França, deixando os originais do romance autobiográfico O Primeiro Homem, editado pela filha Catherine em 1994.
Contraindo tuberculose na juventude, abandona o curso universitário em seu país e se dedica então ao teatro e ao jornalismo. Em 1937 publica O Avesso e o Direito. Em 1938 muda-se para a França, editando no mesmo ano Núpcias. Ganha fama em 1942, quando são lançados O Estrangeiro e O Mito de Sísifo, este último um ensaio falando do absurdo do destino humano.
Durante a II Guerra Mundial participa da Resistência Francesa e colabora no jornal clandestino Combat, que se opõe à ocupação nazista. Intelectual de esquerda, rompe com os socialistas em 1952 ao denunciar os campos de concentração na União Soviética. Morre em um acidente de carro em 04/01/1960, na França, deixando os originais do romance autobiográfico O Primeiro Homem, editado pela filha Catherine em 1994.
“Quando se trata de Albert Camus (1913 - 1960), um escritor cujo talento revelou-se muito cedo, e cuja vida, talvez não por coincidência, durou pouco: a ele se aplica perfeitamente o clássico aforismo: aqueles a quem os deuses amam morrem jovens [...] mas o componente político é o de menor importância na obra de Camus. A condição humana é o seu grande tema e ele aborda-a com os condicionamentos de sua origem. A lembrança da Argélia, da miséria da Argélia, do mar da Argélia, do sol da Argélia, retorna constantemente a suas páginas. O sol é capaz de neutralizar as vicissitudes históricas: 'A miséria impediu-me de acreditar que tudo vai bem sob o sol e na história; o sol ensinou-me que a história não é tudo'. Significativas palavras, sobretudo para nós, brasileiros, que ouvimos tantas acusações ao trópico como fator causador de nosso atraso”.
Albert Camus por Jean-Paul Sartre
(Escrito um dia após a morte de Camus)
Camus era uma aventura singular de nossa cultura, um movimento cujas fases e cujo termo final tratávamos de compreender. Representava neste século e contra a história, o herdeiro atual dessa longa fila de moralistas cujas obras constituem talvez o que há de mais original nas letras francesas. Seu humanismo obstinado, estreito e puro, austero e sensual, travava um combate duvidoso contra os acontecimentos em massa e disformes deste tempo. Mas, inversamente, pela teimosia de suas repulsas, reafirmava, no coração de nossa época, contra os maquiavélicos, contra o bezerro de ouro do realismo, a existência do fato moral. Era, por assim dizer, esta inquebrantável afirmação. Por pouco que se o lesse ou refletisse a respeito, chocávamos com os valores humanos que ele sustentava em seu punho fechado, pondo em julgamento o ato político. Inclusive seu silêncio, nestes últimos anos, tinha um aspecto positivo: este cartesiano do absurdo se negava a abandonar o terreno seguro da moralidade e entrar nos incertos caminhos da prática. Nós o adivinhávamos e adivinhávamos também os conflitos que calava, pois a moral, se se a considera, exige e condena juntamente a rebelião. Qualquer coisa que fosse o que Camus tivesse podido fazer ou decidir a sua frente, nunca teria deixado de ser uma das forças principais de nosso campo cultural, nem de representar a sua maneira a história da França e de seu século. A ordem humana segue sendo só uma desordem; é injusta e precária; nela se mata e se morre de fome; mas pelo menos a fundam, a mantêm e a combatem, os homens. Nessa ordem Camus devia viver: este homem em marcha nos punha entre interrogações, ele mesmo era uma interrogação que procurava sua resposta; vivia no meio de uma longa vida; para nós, para ele, para os homens que fazem com que a ordem reine como para os que a recusam, era importante que Camus saísse do silêncio, que decidisse, que concluísse. Raramente os caracteres de uma obra e as condições do momento histórico exigiram com tanta clareza que um escritor viva. Para todos os que o amaram há nesta morte um absurdo insuportável. Mas, teremos que aprender a ver esta obra truncada como uma obra total. Na medida mesmo em que o humanismo de Camus contém uma atitude humana frente à morte que havia de surpreendê-lo, na medida em que sua busca orgulhosa e pura da felicidade implicava e reclamava a necessidade desumana de morrer, reconheceremos nesta obra e nesta vida, inseparáveis uma de outra, a tentativa pura e vitoriosa de um homem reconquistando cada instante de sua existência frente à sua morte futura.
JEAN-PAUL SARTRE
Tradução: Jorge Luis Gutiérrez
Revisão: Terezinha Arco e Flexa
Introduçãohttp://books.google.com/books?id=QvS-mp3nn5cC&printsec=frontcover&dq=albert+camus&lr=&as_drrb_is=q&as_minm_is=0&as_miny_is=&as_maxm_is=0&as_maxy_is=&as_brr=3&hl=pt-BR&cd=9#v=onepage&q&f=false> de Moacyr Scliar para a edição brasileira de *O avesso e o direito*
Biografia <http://existencialismo.sites.uol.com.br/camus.htm> em português
The Nobel Prize http://nobelprize.org/nobel_prizes/literature/laureates/1957/ in Literature 1957-
Trechos<http://books.google.com/books?id=JwRX_kFVfNgC&printsec=frontcover&dq=albert+camus&lr=&as_drrb_is=q&as_minm_is=0&as_miny_is=&as_maxm_is=0&as_maxy_is=&as_brr=3&hl=pt-BR&cd=2#v=onepage&q&f=false>de*Albert Camus: the artist in the arena,* de Emmett Parker
*Obras** *
-Trechos<http://books.google.com/books?id=C__NbgPWzDUC&printsec=frontcover&dq=camus&lr=&as_drrb_is=q&as_minm_is=0&as_miny_is=&as_maxm_is=0&as_maxy_is=&as_brr=3&hl=pt-BR&cd=6#v=onepage&q&f=false>de*O mito de* *Sísifo*-
Trechos<http://books.google.com/books?id=sLwWIH4fvfUC&printsec=frontcover&dq=camus&lr=&as_drrb_is=q&as_minm_is=0&as_miny_is=&as_maxm_is=0&as_maxy_is=&as_brr=3&hl=pt-BR&cd=5#v=onepage&q&f=false>de*Estado de sítio*-
Trechos<de*A" ? f="false" dq="albert+camus&lr=" as_brr="3&hl=" cd="16#v=">de*A"target=_blank>http://books.google.com/books?id=0hjEwvBF6sYC&printsec=frontcover&dq=albert+camus&lr=&as_brr=3&hl=pt-BR&cd=16#v=onepage&q&f=false>de*A inteligência e o cadafalso e outros ensaios*-
Trechos<http://books.google.com/books?id=Jk6qVxLu4RQC&printsec=frontcover&dq=albert+camus&lr=&as_brr=3&hl=pt-BR&cd=17#v=onepage&q&f=false>de*O Homem revoltado*
-Trechos<http://books.google.com/books?id=0Oj9ll5R3xIC&printsec=frontcover&dq=albert+camus&lr=&as_brr=3&hl=pt-BR&cd=25#v=onepage&q&f=false>de*Diário de viagem*
-Trechos<http://books.google.com/books?id=fqHNKeG030sC&pg=PA1942&dq=camus&lr=&as_drrb_is=q&as_minm_is=0&as_miny_is=&as_maxm_is=0&as_maxy_is=&as_brr=3&hl=pt-BR&cd=3#v=onepage&q&f=false>de*A Peste* (em inglês)-
Trechos<http://books.google.com/books?id=5GKvP1TrJCUC&printsec=frontcover&dq=a+peste&lr=&as_brr=3&hl=pt-BR&cd=1#v=onepage&q&f=false>de*A Peste* (em espanhol)-
Trechos<http://books.google.com/books?id=mOPy-3GsXroC&pg=PP1&dq=L%27%C3%89tranger+%2B+camus&lr=&as_brr=3&hl=pt-BR&cd=1#v=onepage&q=L%27%C3%89tranger%20%2B%20camus&f=false>de*O Estrangeiro* (em inglês)-
Trechos<http://books.google.com/books?id=dhf5ccS-u_QC&printsec=frontcover&dq=camus&lr=&as_drrb_is=q&as_minm_is=0&as_miny_is=&as_maxm_is=0&as_maxy_is=&as_brr=3&hl=pt-BR&cd=4#v=onepage&q&f=false>de*Between hell and reason: essays from the Resistance newspaper
Combat,1944-1947*
*Multimídia*
- Dossier Albert Camus (vídeos<
http://www.ina.fr/art-et-culture/litterature/dossier/1541/albert-camus.20090331.fr.html%3Eemfrancês)
- Camus fala <http://archives.tsr.ch/player/litterature-camus> sobre sua paixão pelo teatro (vídeo em francês)
- Cena de *O Estrangeiro* ,adaptaçãohttp://www.youtube.com/watch?v=Ok_DIXTyLVk >cinematográfica feita por Luchino Visconti-
*Killing an Arab* , do grupo The Cure,canção<http://www.youtube.com/watch?v=uTV3S-eM_Hg>inspirada em*O Estrangeiro*
- Albert Camus e o futebol<http://www.youtube.com/watch?v=155OumfkmeA&feature=related>
- Reportagem <http://www.youtube.com/watch?v=pu1y8A7a4LA> da televisão francesa sobre os 50 anos da morte de Camus
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